"Uma, duas, três"
Em tempos bélicos, com a mãe no meio, só tem gente louca, sem noção
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em(Eu 1) “Você acha que sempre tá com a razão… nega boçal!”
(Eu 2) “Raciocínio e lógica, queridinha… Reclamando de novo?”
(Eu 1) “Não enche… eu sei… discordou, você detesta!”
(Eu 2) “Nada. Você não argumenta e parece louca, desequilibrada”
(Eu 1) “Doida, eu?…De perto todo mundo é, sabia?”
(Eu 2) “De perto ninguém é normal… e a frase é do Caetano”
(Eu 1) “Sei lá de quem… e lá vem você com citações, doutora, né?”
(Eu 2) “Doutora sim… e você? Nem terminou a universidade…”
(Eu 1) “Não mesmo; pra ficar com diploma e desempregada?”
(Eu 2) “Como eu… completa, nojenta… Não manipule, tá?”
(Eu 1) “Falo na tua cara; verdades!… Tô certa ou tô errada?”
(Eu 2) ” kkkk… peraí, isto é novela, é o Sinhozinho Malta”
(Eu 1) “E daí? E o que você tem contra novela?”
(Eu 2) “Nada, só acho perda de tempo, coisa banal…”
(Eu 1) “Você só gosta é de coisa chic, classuda, né?”
(Eu 2) “Qualidade… não sou preconceituosa como você”
(Eu 1) “Preconceituosa? Eu?… mas é vagabunda mesmo, né?
(Eu 2) “Vagabunda é a tua mãe… quer dizer, a nossa mãe…”
(Eu 1) “Tira a mãe desta discussão. Vou dar na tua cara…”
(Eu 2) “Não tiro, não!…a mãe é minha também, tá?”
(EU 3/mãe) “Meninas, hora de desligar. Boa noite”
Fechou os olhos. Dormiu até os primeiros raios da manhã. Acordou e falou para si mesma: “Tempos bélicos, gente louca, sem noção, né?”