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O extermínio

A cultura que virou lenda na terra tupiniquim

Publicado

Autor/Imagem:
Rafaela Fernanda Lopes - Texto e Imagem

Na mata que um dia houve canto e sapiência,
Hoje ecoam lamentos de um povo explorado,
Os tambores calados, através da violência,
E os direitos culturais, usurpados e fragmentados;

Vieram com cruzes, mas trouxeram a espada,
Pisaram nas aldeias, na dança, na jornada,
Disseram: “A terra é ouro, é poder, é aquisição!”,
E em nome de Deus, massacraram sem hesitação;

Do curumim que aprendia a ler as estrelas,
À medicina ancestral nas folhas mais belas,
Queimaram saberes, amarraram as mãos,
Venderam o tempo em velhos grilhões;

Agora, nos trilhos do progresso inventado,
O preconceito segue, disfarçado e entranhado.
Chamam de “folclore” o que um dia foi civilização,
Ridicularizam o cocar, mas usam da sua tradição;

Na cidade de asfalto, o guaraná virou marca,
Enquanto o nativo é chacota na praça,
A terra que sangra ainda clama por seus donos,
Enquanto engravatados decidem seus sonhos;

A herança sangrenta, ferida aberta na nação,
É o indígena invisível, silenciado pela colonização,
Hoje, cada passo no chão, é uma triste memória,
Cada rosto pintado, conta a fatídica história.
A Cultura que Virou Lenda
no Almanaque do Outro

Na mata que um dia houve canto e sapiência,
Hoje ecoam lamentos de um povo explorado,
Os tambores calados, através da violência,
E os direitos culturais, usurpados e fragmentados;

Vieram com cruzes, mas trouxeram a espada,
Pisaram nas aldeias, na dança, na jornada,
Disseram: “A terra é ouro, é poder, é aquisição!”,
E em nome de Deus, massacraram sem hesitação;

Do curumim que aprendia a ler as estrelas,
À medicina ancestral nas folhas mais belas,
Queimaram saberes, amarraram as mãos,
Venderam o tempo em velhos grilhões;

Agora, nos trilhos do progresso inventado,
O preconceito segue, disfarçado e entranhado.
Chamam de “folclore” o que um dia foi civilização,
Ridicularizam o cocar, mas usam da sua tradição;

Na cidade de asfalto, o guaraná virou marca,
Enquanto o nativo é chacota na praça,
A terra que sangra ainda clama por seus donos,
Enquanto engravatados decidem seus sonhos;

A herança sangrenta, ferida aberta na nação,
É o indígena invisível, silenciado pela colonização,
Hoje, cada passo no chão é uma triste memória,
Cada rosto pintado, conta a fatídica história.

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