Glória do futebol, Pelezão morre nas mãos da Via e de Paulo Octavio
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José Escarlate
O “Pelezão”, marco do futebol de Brasília, foi esquecido. Nos anos 80 já estava abandonado. Começou a ser invadido por barracos de pessoas tão esquecidas como o próprio estádio.
O “Pelezão”, virou favela. Acabaram com o gramado, com a iluminação. Sua monumental arquibancada e os quatro postes de iluminação foram derrubados.
Localizado em ponto valorizado da capital, o “Pelezão” foi alvo dos especuladores financeiros e de empresas de construção civil, sendo transformado em espigões.
Mudaram até a destinação da área, criada para abrigar estádios municipais. Repassado pelo Governo do DF à Federação Metropolitana de Futebol, o estádio foi vendido à Paulo Octavio, à Via Engenharia e ao Sérgio Naya. A transação chegou a ser investigada por deputados.
Acabou sendo vítima de um duro e trágico desfecho. O “Pelezão” foi demolido. O Poder Público não teve interesse em manter o pioneiro estádio, com toda a sua história. Em dar apoio.
O governo nem se mexeu. Hoje o “estádio-memória” é só saudade.
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