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Trump curva a cabeça perante Putin e Rússia

Foto: Reprodução/NBC

Foi uma longa entrevista coletiva — 46 minutos, raro para encontro de cúpulas. Lado a lado com o russo Vladimir Putin, em Helsinque, o presidente americano Donald Trump se fez claro. “Os Estados Unidos têm sido tolos”, afirmou. “Já devíamos ter tido este diálogo há muito tempo, antes de eu chegar ao cargo.”

Trump defende estreitar relações com a Rússia e partiu contra a investigação, conduzida pelo FBI, a respeito da interferência de Moscou nas eleições que o conduziram à Casa Branca. “Fui um agente de inteligência”, disse Putin. “Sei como estes dossiês são fabricados.” Trump concordou. “Eles dizem que foi a Rússia. Estou aqui ao lado do presidente Putin. Ele diz que não foi. Eu não vejo por que seria.” Nunca antes um presidente americano havia partido contra o aparato de inteligência e Justiça dos EUA perante um líder estrangeiro.

As críticas foram imediatas e não vieram só dos democratas. “Trump deve deixar claro o que quis dizer”, afirmou o ex-presidente da Câmara e partidário do presidente, Newt Gingrich. “Este foi o maior erro de sua presidência.” O atual chefe da Câmara, Paul Ryan, o seguiu. “Ele deve compreender que a Rússia não é nossa aliada, os EUA devem terminar com seus ataques contra a democracia.”

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