Recife
Virose ataca e deixa rede pública congestionada

Nos últimos dias, a rotina dos recifenses tem sido marcada por tosses, espirros e longas filas nos postos de saúde. Uma virose, que especialistas suspeitam estar associada às mudanças bruscas de temperatura e à circulação de novos vírus respiratórios, tem lotado os ambulatórios da rede pública.
Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Imbiribeira, Dona Lúcia, de 58 anos, aguardava há quase quatro horas por atendimento. “Comecei com dor no corpo, febre e aquela moleza. Quando vi, meu neto também estava doente. Viemos juntos, mas tá difícil conseguir médico”, desabafa.
Os sintomas mais comuns incluem febre alta, dor de garganta, coriza e cansaço extremo. A Secretaria de Saúde do Recife informou que está monitorando a situação e reforçando a distribuição de medicamentos, mas os profissionais de saúde alertam que os hospitais seguem sobrecarregados.
Enquanto isso, as recomendações seguem as mesmas: repouso, hidratação e evitar locais fechados. No transporte público e nas escolas, o cenário se repete: crianças e adultos tossindo sem parar, em uma espécie de sinfonia involuntária da virose que tomou conta da cidade.
E, como já se tornou tradição em tempos de surtos sazonais, a sabedoria popular entra em cena. No mercado de São José, Dona Neide, vendedora de ervas medicinais, garante que um bom chá de gengibre com limão “cura qualquer coisa”. E, diante da espera nos ambulatórios, muitos recifenses não hesitam em apostar na alternativa natural.
Resta saber até quando essa onda de virose continuará assolando o Recife e quando os postos de saúde finalmente conseguirão desafogar o atendimento. Enquanto isso, a cidade segue entre lenços, xícaras de chá e muita paciência.
